Eu sempre soube que minha relação com Léo nunca cairia no esquecimento. Sempre senti, desde o início, que nosso envolvimento estava acima de todas as outras coisas. Que havia algo mais profundo que apenas um momento de paixão, de tesão - apesar disso estar enraigado em nossos corpos. Um sentimento que eu nunca soube explicar direito, entender ao certo o por que. Mas existem coisas que não precisamos compreender, nem explicar, basta sentir... E é isso que eu sinto: algo indescritível, que vem da parte mais recôndita da alma. Algo além da razão e da emoção.
Léo estava ali na minha frente agora. E eu só queria observá-lo, por horas e horas. Mas tínhamos muito o que falar um para o outro. Sou dessas pessoas que agem mais do falam. Minhas atitudes não escondem meus pensamentos. Então deixei que Léo pudesse dizer o que precisava ser dito. E com tudo isso voltamos a ficar juntos. Não lembro em números o quanto tempo ficamos novamente felizes um ao lado do outro. Mas depois disso foram tantas idas e vindas, sempre partindo dele nossos encontros e desencontros. Eu aceitava, porque era a única maneira de estar junto dele. Nesse meio tempo em que não estávamos juntos, tive outros garotos, casos passageiros, outros nem tanto. Mas sempre tinha um espaço para ele na minha vida. Sabia o quão bem eu fazia a ele, e ele a mim.
Eu lembro exatamente, como se fosse agora, ele me dizendo que não importava o lugar onde estivesse, que poderia estar do outro lado do mundo, que eu estaria sempre em seus pensamentos, me carregaria em sua mente para a vida toda. Imaginei que essa fosse a deixa para uma despedida concreta.
Léo estava com outra garota e comigo ao mesmo tempo. Sabia que logo ele teria que tomar uma decisão, pois estava difícil para ele manter isso. Apesar de eu nunca cobrar que ele ficasse apenas comigo. " Ou ela ou eu!" - nunca fez parte do meu repertório. Mas eu acreditava que ele escolheria ficar do meu lado, pelos momentos que passamos juntos, pela nossa história. Se assim o fizesse, eu deixaria todos os outros e me entregava apenas a ele novamente.
Então minha irmã me convidou para ser madrinha de seu casamento... o padrinho? Ela deixou a meu critério. Eu escolheria quem eu quisesse pra entrar comigo na igreja. Sendo que ela não tinha nem ideia com quem eu estava naquele momento. Eu estava com todos, mas ao mesmo tempo com ninguém. Estava esperando a atitude que Léo iria tomar, acho que era isso. Resolvi convidá-lo para ser meu par na igreja. Ele aceitou. Sim, ele aceitou. Felicidade, felicidade.
No dia marcado, pela manhã ele me liga, perguntando como estou, se estou já me preparando para a festa. Ele também está empolgado com isso. À tarde, faltando uns trinta minutos para sair, recebo mais um telefonema dele, aliás, do irmão dele dizendo que houve um imprevisto e Léo não poderia ir comigo. NÃO!!!!! Não faz assim de novo não, Léo! Eu não podia chorar agora. Eu estava pronta, vestido, sandálias, cabelo, maquiagem... Eu estava linda para ele!!! "- O besta não sabe o que está perdendo".Disse minha amiga. "- Você está maravilhosa!!!"
Não chorei, não derramei uma gota de lágrima se quer naquele dia. Escolhi um outro garoto para entrar comigo, e entrei com o sorriso mais largo que eu podia conseguir estampar na minha cara, Ninguém podia imaginar, que dentro de mim eu estava prestes a matar alguém, e esse alguém se chamava Léo. E prometi a mim mesma que eu não o queria de volta, por pelo menos dez anos da minha vida. Que esse tempo, talvez fosse o suficiente pra eu apagar todas as mágoas que ele deixou. Todo esse rancor que detesto sentir por alguém, mas que eu não soube controlar, porque Léo mais uma vez não agiu corretamente comigo.
Porque você mesmo não me falou Léo. Porque não teve a capacidade de olhar para mim e dizer que não era eu a escolhida. Você sabe que eu iria entender.Mas não dessa forma, não desse jeito, não assim...
BIA
Uma história que poderia ser real... se já não é. O que faz de Bia e Léo serem tão próximos, mesmo quando a distância e o tempo insiste em separá-los?
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Um Vôo até as Nuvens
Suspiro. Minha boca está colada a dele nesse momento. Não tive como resistir, realmente, esse é o mal que me aflige (ou o bem?). Esse homem tem um poder incrível sobre a minha pessoa. Uma força que me impulsiona para perto dele, que faz meu corpo arder de tanto desejo. Um beijo... um beijo que faz meus pensamentos alçarem vôo tão alto que quase não consigo voltar ao mundo real. Tudo parecia voltar ao passado, há 20 anos atrás. Um beijo que me fez sorrir de felicidade.
Sentir seu calor, seu cheiro, sua potência... isso tudo invadiu meus instintos de fêmea e decidi que seria sua por mais uma vez. Deixei de lado alguns preceitos que nunca soube ao certo se concordava ou não com eles. Decididamente, nesse momento mandei esses princípios a merda!
Calma aí!!! Nós estávamos num lugar público... não podíamos ir com tanta sede ao pote. Apesar dessa água estar tão atraente a nossa vontade, tínhamos que nos conter diante de quase ninguém ali dentro da cafeteria. Estávamos no andar superior, e ali não tinha nenhum cliente além de nós. Mas via-se a movimentação lá embaixo e, vez ou outra, aparecia algum funcionário perguntando se estávamos sendo bem atendidos.
Marcamos mais um café para a semana seguinte. Teria que suportar a espera de uma semana inteira? Para quem aguentou durante 16 anos isso eu tiraria de letra. Puro engano! Os dias passavam lentos, arrastados. Onde quer que eu estivesse, o que quer que eu estivesse fazendo, de repente, me pegava pensando naquele instante que nossas bocas se uniram... e no que viria depois disso. Parecia uma adolescente sonhadora, romântica que suspira quando lembra do seu amado. Minha idade não me permitia isso? Foda-se!!!! Eu estava feliz... Novamente feliz!
BIA
Sentir seu calor, seu cheiro, sua potência... isso tudo invadiu meus instintos de fêmea e decidi que seria sua por mais uma vez. Deixei de lado alguns preceitos que nunca soube ao certo se concordava ou não com eles. Decididamente, nesse momento mandei esses princípios a merda!
Calma aí!!! Nós estávamos num lugar público... não podíamos ir com tanta sede ao pote. Apesar dessa água estar tão atraente a nossa vontade, tínhamos que nos conter diante de quase ninguém ali dentro da cafeteria. Estávamos no andar superior, e ali não tinha nenhum cliente além de nós. Mas via-se a movimentação lá embaixo e, vez ou outra, aparecia algum funcionário perguntando se estávamos sendo bem atendidos.
Marcamos mais um café para a semana seguinte. Teria que suportar a espera de uma semana inteira? Para quem aguentou durante 16 anos isso eu tiraria de letra. Puro engano! Os dias passavam lentos, arrastados. Onde quer que eu estivesse, o que quer que eu estivesse fazendo, de repente, me pegava pensando naquele instante que nossas bocas se uniram... e no que viria depois disso. Parecia uma adolescente sonhadora, romântica que suspira quando lembra do seu amado. Minha idade não me permitia isso? Foda-se!!!! Eu estava feliz... Novamente feliz!
BIA
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Fugindo de Mim
Rodrigo me esperava no banco da praça. Um sorriso largo no rosto quando me viu; acreditou que eu não fosse encontrá-lo. Como não? Se eu estava curiosa e um tanto demais aflita para saber o que se passava com Léo. Já havia se passado algum tempo, um ano talvez. Eu estava sossegada, na minha... levando a vida conforme tem que ser. Mas agora Léo aparece novamente, não exatamente ele, mas por intermédio de um amigo seu. Não entendi por que não foi ele próprio que me telefonou, que me encontrou nesse dia e me disse todas as coisas que ouvi da boca de uma outra pessoa.
Talvez eu tenha o compreendido mais tarde, quando o vi depois de tanto tempo.
Rodrigo estava tão feliz por me ver, até parecia que era ele meu ex-namorado. Ficamos conversando alguma coisa antes, mas eu estava mesmo era querendo saber notícias de Léo. Não me aguentei: " E daí? O que tem pra me dizer de Léo?"
Seu amigo me disse que ele passou dias falando de mim, o quanto sentia minha falta, que foi precipitado quando decidiu terminar nossa relação, que eu era uma garota bonita, bacana, compreensiva, bem-humorada e muitos predicados que me deixaram (deixariam qualquer mulher) com a autoestima lá nas nuvens, e tinha vontade de voltar.
O QUE???????? VOLTAR???? COMO ASSIM????
Pois é... eu já estava aceitando o fato de não ter mais o garoto que tanto gostei do meu lado. Agora isso?!?!?! O que é que eu faço? Pedir ajuda aos universitários? Ou para as cartas? Esse era um assunto que só eu poderia resolver, ninguém mais... E minha cabecinha ficou borbulhando uma porção de coisas que eu deveria e não deveria fazer. Mas, na verdade, eu já sabia muito bem o que eu queria. Era mandá-lo a merda, mandar se foder por ter-me deixado daquela forma tão deselegante. Primeiro desaparece sem dar notícias; fico sabendo por outras pessoas que está viajando; depois a carta me chamando de amiga (amiga o caralho!); e por fim... o fim naquela despedida tão insana.
MENTIRA. Mentira. Mentira. Mil vezes MENTIRA!!!!
Eu queria era correr para os braços dele e dizer que eu também senti a sua falta, o quanto eu chorei sozinha por não tê-lo comigo, nas noites em claro que eu passei pensando nele. Era isso que iria fazer. Não exatamente assim. Mas eu queria vê-lo e tê-lo de novo.
Eu estava feliz em saber que Léo ainda sentia algo por mim. Mas queria ouvir ele dizendo isso. E ouvi...
BIA
Talvez eu tenha o compreendido mais tarde, quando o vi depois de tanto tempo.
Rodrigo estava tão feliz por me ver, até parecia que era ele meu ex-namorado. Ficamos conversando alguma coisa antes, mas eu estava mesmo era querendo saber notícias de Léo. Não me aguentei: " E daí? O que tem pra me dizer de Léo?"
Seu amigo me disse que ele passou dias falando de mim, o quanto sentia minha falta, que foi precipitado quando decidiu terminar nossa relação, que eu era uma garota bonita, bacana, compreensiva, bem-humorada e muitos predicados que me deixaram (deixariam qualquer mulher) com a autoestima lá nas nuvens, e tinha vontade de voltar.
O QUE???????? VOLTAR???? COMO ASSIM????
Pois é... eu já estava aceitando o fato de não ter mais o garoto que tanto gostei do meu lado. Agora isso?!?!?! O que é que eu faço? Pedir ajuda aos universitários? Ou para as cartas? Esse era um assunto que só eu poderia resolver, ninguém mais... E minha cabecinha ficou borbulhando uma porção de coisas que eu deveria e não deveria fazer. Mas, na verdade, eu já sabia muito bem o que eu queria. Era mandá-lo a merda, mandar se foder por ter-me deixado daquela forma tão deselegante. Primeiro desaparece sem dar notícias; fico sabendo por outras pessoas que está viajando; depois a carta me chamando de amiga (amiga o caralho!); e por fim... o fim naquela despedida tão insana.
MENTIRA. Mentira. Mentira. Mil vezes MENTIRA!!!!
Eu queria era correr para os braços dele e dizer que eu também senti a sua falta, o quanto eu chorei sozinha por não tê-lo comigo, nas noites em claro que eu passei pensando nele. Era isso que iria fazer. Não exatamente assim. Mas eu queria vê-lo e tê-lo de novo.
Eu estava feliz em saber que Léo ainda sentia algo por mim. Mas queria ouvir ele dizendo isso. E ouvi...
BIA
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Nem Tudo é Perfeito
Nosso relacionamento começou com uma grande amizade. E, eu acredito, que a amizade vale mais que uma paixão. Sim, eu estava apaixonada. Mas o que eu sentia por Léo ia além disso. Ele sabia me fazer sorrir, me fazer feliz. A sua presença me completava, e todos nossos amigos, pessoas que nos conheciam podiam perceber a nossa felicidade por estarmos juntos.
Ele me surpreendia... sempre. No meu aniversário ele compôs uma música para mim. Linda! Quando ele começou a cantar me emocionei com a letra, com a melodia e com sua voz rouca cantando pra mim. Seus olhos brilhavam e se encontravam com os meus que também reluziam de felicidade. Como era bom tê-lo ao meu lado.
Passamos muitos dias, meses nessa sintonia e tudo estava perfeito. Perfeito.
No meio do ano, na minha formatura ele estava lá, torcendo por mim, sorrindo prá mim e me admirando. Dançamos a noite inteira nós dois, juntos com os amigos. Meses antes ele entrou numa escola de dança para poder me acompanhar, no fim ele acabou me ensinando alguns passos da dança. Fazíamos uma dupla boa! Continuávamos saindo e nos divertindo. Na pista de dança ninguém nos batia. Era sincronia perfeita (ou quase). O Natal comemoramos juntos, com a sua família. Emoção no momento da Ceia, diversão na revelação do amigo oculto. O Reveillon... passei sem ele. Por que? Não sei.
Léo saiu de cena. Foi viajar e não me disse nada. Fiquei triste, muito triste.
No início do ano recebo uma carta dele falando que precisava me ver, conversar comigo. E ele assinou "seu amigo Léo". Amigo? Somente Amigo? Não entendi, aliás, não quis compreender.
Marcamos uma noite, num barzinho da cidade e fomos lá... Ficamos ali horas a fio, falando de nós, quando ele disse que estava confuso, não sabia o que realmente pretendia, que seríamos sempre amigos, mas nosso namoro tinha acabado.
Certo. Aceitei. O que mais eu poderia fazer a não ser aceitar a sua decisão? E continuamos conversando como bons e velhos amigos. Mas eu sentia em seu olhar que nem tudo estava perdido.
Quando Léo me deixou no portão de casa e nos despedimos eu desabei... pois sabia que ele iria embora e não sabia quando iria vê-lo novamente. Eu não teria mais o direito de ligar pra ele e dizer que estava com saudade, convidá-lo para ir em casa ficar comigo. Isso eu não teria mais.
E disse pra ele que tudo não passava de uma mentira, que eu aceitava seus argumentos porque não tinha outra alternativa, mas dentro de mim eu estava gritando, pedindo pra ele não me abandonar, pra ficar comigo, me abraçar, me beijar... e chorei.
Chorei muitos dias sozinha. A ausência de Léo estava sendo quase insuportável para mim. Então decidi não pensar mais, parar de sofrer por isso, deixar as coisas se resolverem conforme tem que ser. Mas eu continuava o desejando, no entanto, sabia que esse sentimento iria se desvanecer com o tempo. Como tudo que não é cultivado acaba morrendo.
E assim se passaram os dias, os meses... Sempre tive muitos amigos, conhecidos que não me deixavam sem companhia, e quando isso acontecia procurava preencher meu tempo com outras coisas, e minha vida seguiu seu rumo.
Certo dia recebo o telefonema de um amigo dele falando algumas coisas sobre Léo. Coisas que para mim não estavam fazendo sentido. Mas eu precisava de uma resposta. Eu sempre procuro uma resposta. E fui me encontrar com Rodrigo, o garoto que me ligou.
BIA
Ele me surpreendia... sempre. No meu aniversário ele compôs uma música para mim. Linda! Quando ele começou a cantar me emocionei com a letra, com a melodia e com sua voz rouca cantando pra mim. Seus olhos brilhavam e se encontravam com os meus que também reluziam de felicidade. Como era bom tê-lo ao meu lado.
Passamos muitos dias, meses nessa sintonia e tudo estava perfeito. Perfeito.
No meio do ano, na minha formatura ele estava lá, torcendo por mim, sorrindo prá mim e me admirando. Dançamos a noite inteira nós dois, juntos com os amigos. Meses antes ele entrou numa escola de dança para poder me acompanhar, no fim ele acabou me ensinando alguns passos da dança. Fazíamos uma dupla boa! Continuávamos saindo e nos divertindo. Na pista de dança ninguém nos batia. Era sincronia perfeita (ou quase). O Natal comemoramos juntos, com a sua família. Emoção no momento da Ceia, diversão na revelação do amigo oculto. O Reveillon... passei sem ele. Por que? Não sei.
Léo saiu de cena. Foi viajar e não me disse nada. Fiquei triste, muito triste.
No início do ano recebo uma carta dele falando que precisava me ver, conversar comigo. E ele assinou "seu amigo Léo". Amigo? Somente Amigo? Não entendi, aliás, não quis compreender.
Marcamos uma noite, num barzinho da cidade e fomos lá... Ficamos ali horas a fio, falando de nós, quando ele disse que estava confuso, não sabia o que realmente pretendia, que seríamos sempre amigos, mas nosso namoro tinha acabado.
Certo. Aceitei. O que mais eu poderia fazer a não ser aceitar a sua decisão? E continuamos conversando como bons e velhos amigos. Mas eu sentia em seu olhar que nem tudo estava perdido.
Quando Léo me deixou no portão de casa e nos despedimos eu desabei... pois sabia que ele iria embora e não sabia quando iria vê-lo novamente. Eu não teria mais o direito de ligar pra ele e dizer que estava com saudade, convidá-lo para ir em casa ficar comigo. Isso eu não teria mais.
E disse pra ele que tudo não passava de uma mentira, que eu aceitava seus argumentos porque não tinha outra alternativa, mas dentro de mim eu estava gritando, pedindo pra ele não me abandonar, pra ficar comigo, me abraçar, me beijar... e chorei.
Chorei muitos dias sozinha. A ausência de Léo estava sendo quase insuportável para mim. Então decidi não pensar mais, parar de sofrer por isso, deixar as coisas se resolverem conforme tem que ser. Mas eu continuava o desejando, no entanto, sabia que esse sentimento iria se desvanecer com o tempo. Como tudo que não é cultivado acaba morrendo.
E assim se passaram os dias, os meses... Sempre tive muitos amigos, conhecidos que não me deixavam sem companhia, e quando isso acontecia procurava preencher meu tempo com outras coisas, e minha vida seguiu seu rumo.
Certo dia recebo o telefonema de um amigo dele falando algumas coisas sobre Léo. Coisas que para mim não estavam fazendo sentido. Mas eu precisava de uma resposta. Eu sempre procuro uma resposta. E fui me encontrar com Rodrigo, o garoto que me ligou.
BIA
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Expectativa
Passaram-se duas semanas após o nosso reencontro. Eu estava tranquila, pensava nele o tempo todo, mas de uma maneira mais serena, pois sabia que ele estava de volta na minha vida.
Com o celular em mãos envio uma mensagem convidando Léo para almoçar. Sem resposta; simplesmente nenhum contato. Vou deixando o tempo passar. Quem sabe ele me responda amanhã, ou depois. Nada. Sem esperar por qualquer coisa, levo os dias normalmente. Ou quase. E assim passam as semanas, e eu já não penso mais numa resposta. Tento esquecer.
Quando, finalmente, não tenho mais argumentos para explicar a ausência de Léo desde aquele dia; quando, finalmente, estou certa que não existirá mais nenhum olhar, nenhum soriso, nenhuma conversa entre nós. Quando estou entretida com o meu trabalho e sem pensamentos voltados a nossa relação, recebo uma mensagem em meu celular. "Que tal um café?"
É óbvio que respondo imediatamente: "Quando você puder me liga para combinarmos." Mas sem muita expectativa de ter uma resposta rápida e precisa. Menos de três minutos depois meu telefone toca. É Léo me convidando para um café a tarde, naquele dia mesmo. Não respondeu antes porque estava viajando... Marcamos para o outro dia.
Chego alguns minutos atrasada na Cafeteria, no centro da cidade. Vejo Léo ali sentado a minha espera. Quando me vê abre aquele sorriso maravilhoso e, cavalheiro como sempre, puxa uma cadeira para eu sentar. Um chocolate quente mais um capuccino e ficamos ali a tarde toda conversando, rindo, gargalhando. Exatamente como fazíamos há 20 anos atrás. E não queria que o tempo passasse, queria ficar ali ao lado dele, apenas por estar ao seu lado, ouvir a sua voz e rirmos juntos. Mas eu tinha outros compromissos; ele também.
O que será que acontece quando nossos olhos se encontram? Um turbilhão de pensamentos. Os mesmos de tantos anos anterior. Um sorriso apenas. Essa é a deixa para que nossos lábios se aproximem, não se encostam, apenas um ao lado do outro numa leveza ímpar. Fecho os olhos e penso se devo levar isso adiante.
Hoje não sou apenas eu. No decorrer desses anos construí uma família: meu esposo e meu casal de gêmeos. Mas estou ali, diante de uma situação que eu mesma criei. E agora não sei o que fazer frente a algo que eu sempre sonhei e está a ponto de se realizar. Eu precisava de resposta para explicar o que eu nunca consegui entender: por que Léo saiu da minha vida? E precisava de um beijo, o último talvez - o de despedida.
BIA
Com o celular em mãos envio uma mensagem convidando Léo para almoçar. Sem resposta; simplesmente nenhum contato. Vou deixando o tempo passar. Quem sabe ele me responda amanhã, ou depois. Nada. Sem esperar por qualquer coisa, levo os dias normalmente. Ou quase. E assim passam as semanas, e eu já não penso mais numa resposta. Tento esquecer.
Quando, finalmente, não tenho mais argumentos para explicar a ausência de Léo desde aquele dia; quando, finalmente, estou certa que não existirá mais nenhum olhar, nenhum soriso, nenhuma conversa entre nós. Quando estou entretida com o meu trabalho e sem pensamentos voltados a nossa relação, recebo uma mensagem em meu celular. "Que tal um café?"
É óbvio que respondo imediatamente: "Quando você puder me liga para combinarmos." Mas sem muita expectativa de ter uma resposta rápida e precisa. Menos de três minutos depois meu telefone toca. É Léo me convidando para um café a tarde, naquele dia mesmo. Não respondeu antes porque estava viajando... Marcamos para o outro dia.
Chego alguns minutos atrasada na Cafeteria, no centro da cidade. Vejo Léo ali sentado a minha espera. Quando me vê abre aquele sorriso maravilhoso e, cavalheiro como sempre, puxa uma cadeira para eu sentar. Um chocolate quente mais um capuccino e ficamos ali a tarde toda conversando, rindo, gargalhando. Exatamente como fazíamos há 20 anos atrás. E não queria que o tempo passasse, queria ficar ali ao lado dele, apenas por estar ao seu lado, ouvir a sua voz e rirmos juntos. Mas eu tinha outros compromissos; ele também.
O que será que acontece quando nossos olhos se encontram? Um turbilhão de pensamentos. Os mesmos de tantos anos anterior. Um sorriso apenas. Essa é a deixa para que nossos lábios se aproximem, não se encostam, apenas um ao lado do outro numa leveza ímpar. Fecho os olhos e penso se devo levar isso adiante.
Hoje não sou apenas eu. No decorrer desses anos construí uma família: meu esposo e meu casal de gêmeos. Mas estou ali, diante de uma situação que eu mesma criei. E agora não sei o que fazer frente a algo que eu sempre sonhei e está a ponto de se realizar. Eu precisava de resposta para explicar o que eu nunca consegui entender: por que Léo saiu da minha vida? E precisava de um beijo, o último talvez - o de despedida.
BIA
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