segunda-feira, 28 de maio de 2012

Ruas de Outono


"Nas ruas de outono
Os meus passos vão ficar
E todo abandono que eu sentia vai passar
As folhas pelo chão
Que um dia o vento vai levar
Meus olhos só verão que tudo poderá mudar


Eu voltei por entre as flores da estrada
Pra dizer que sem você não há mais nada
Quero ter você bem mais que perto
Com você eu sinto o céu aberto


Daria pra escrever um livro
Se eu fosse contar
Tudo que passei antes de te encontrar
Pego sua mão e peço pra me escutar
Seu olhar me diz que você quer me acompanhar".




BIA




quarta-feira, 23 de maio de 2012

LENHA

"Eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer
eu amo você
mas não sei o que
isso quer dizer
Eu não sei por que
eu teimo em dizer
que amo você
se eu não sei dizer
o que quer dizer
o que vou dizer...

Se eu digo pare
você não repare
no que possa parecer

Se eu digo siga
o que quer que eu diga
você não vai entender

Mas se eu digo venha
você traz a lenha
pro meu fogo acender!"



BIA

sexta-feira, 18 de maio de 2012

FRISSON


"Meu coração pulou
Você chegou, me deixou assim
Com os pés fora do chão

Pensei: -Que bom!!
Parece, enfim, acordei!

Pra renovar meu ser
Faltava mesmo chegar você
Assim, sem me avisar

E acelerar
Um coração que já bate pouco
De tanto procurar por outro
Anda cansado...

Mas quando você está do lado
Fica louco de satisfação
Solidão nunca mais

Você caiu do céu
Um anjo lindo que apareceu
Com olhos de cristal
Me enfeitiçou

Eu nunca vi nada igual
De repente

Você surgiu na minha frente
Luz tão brilhante
Cometa em forma de gente
Invasor do planeta amor

Você me conquistou!!!!

Me olha, me toca
Me faz sentir
Que é hora, agora
Da gente ir

El cielo te envió
Un ángel bueno, una tentación
Mirada criminal

Que me embrujó
Jamás senti nada igual
De repente
Te vi parada justo en frente

Luz tan brilhante
Estrella trasformada en gente
La invasora del planeta amor
Robo mí corazón

Mi ángel, mi alma
Me haces sentir
Que es hora, ahora
De ser feliz!!!!"




BIA

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Último Grão - Isabella Taviani

Alguma coisa de agora... alguma coisa de tantos anos atrás... ainda lembro, ainda lembro...



BIA

sábado, 12 de maio de 2012

Trechos

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente? Melhor interromper o processo em meio: quando se conhece o fim, quando se sabe que doerá muito mais -por que ir em frente? Não há sentido: melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia –qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido.Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu "quase" tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!”


"E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar".


"(...)Claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodka, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan,depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a ban-chá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina ou ligo para o CVV às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum panaca qualquer choramingando coisas do tipo preciso-tanto-de-uma-razão-para-viver-e-sei-que-esta-razão-só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá, até o sol pintar atrás daqueles edifícios, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais destrutiva que insistir sem fé nenhuma?”


"Então me vens e me chega e me invades e me tomas e me pedes e me perdes e te derramas sobre mim com teus olhos sempre fugitivos e abres a boca para libertar novas histórias e outra vez me completo assim, sem urgências, e me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, e assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com lenta delicadeza deixando claro em cada promessa que jamais será cumprida, que nada devo esperar além dessa máscara colorida, que me queres assim porque assim que és..."


"Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não posso duvidar porque não a conheço. Pensar no que está sendo, ou antes, não, não pensar, mas enfrentar e penetrar no que está sendo é coragem. Pensar é ainda fuga: aprender subjetivamente a realidade de maneira a não assustar. Entrar nela significa viver."


“Num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra.”



(Caio Fernando Abreu)





BIA

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Peito Aberto

"Me dá a mão
Me leva embora
Passou da hora, já bebi demais
Ninguém mais me considera
só velhos, bêbados e animais

Gastei tanta palavra por gastar
Agora as pobres tentam se salvar

Me pega e leva
Porque eu te amo
Andei fugindo mas estou aqui
Escutando baladas bregas
Deixar de te amar não é pra mim
Não se deixa de amar assim

Seja como for
mas seja sempre o meu amor, perpétuo
onde estiver, esteja onde está
meu peito aberto

Me pega e leva
Porque eu te amo
Andei fugindo mas estou aqui
derretido, sentimental

Porque deixar de amar não é normal
Não se desama dando um mero tchau

Seja como for
mas seja sempre o meu amor, perpétuo
onde estiver, esteja onde está
meu peito aberto".




BIA

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Um Sonho Real

Pensei que demoraria mais tempo para sonhar com você, apesar de acordada eu fazer isso continuamente. Talvez seja por isso você nos meus sonhos de hoje, pensei muito em você por esses dias.

Sinto tanto a sua falta... a sua ausência... queria muito ouvir sua voz... que você me ligasse... enviasse uma mensagem... e queria ainda mais sentir você sussurrando em meu ouvido... seu hálito quente na minha orelha, me causando arrepios... queria tocar você... sentir seu calor... seu perfume... sua intensidade.

No meu mundo irreal você estava ali ao meu lado (apenas nós dois), eu podia sentir o seu corpo, podia tocar, mas não o fazia. Nem no meu sonho eu o permitia. Mas você, com seus enigmáticos olhos verdes, me fitava tão furtivamente que eu fugia do seu olhar. Você me segurou com firmeza pelo braço e me pediu para não desviar os meus olhos dos seus. Fixei minha atenção e, com cuidado, você veio se aproximando.

-Você tem medo? - perguntou.
- Não! - eu disse.
- Por que não consegue me encarar? - replicou.
- Porque eu não resisto ao seu olhar, e nem a sua voz e muito menos a você todinho perto de mim...

E, antes que eu disparasse a falar, você passou a mão por trás do meu pescoço e não me deu chance para pensar ou reagir. Um beijo suave me fez calar.

De repente já estávamos em outro lugar, repleto de pessoas ao nosso redor. Gente conhecida e desconhecida também. E continuávamos a nos beijar. Um turbilhão de pensamentos confusos vinha na minha cabeça agora. "Eu não posso fazer isso!" "Ninguém pode nos ver assim!" "Relaxa, tá tudo certo!"
"Por que ele tá fazendo isso na frente de todos?" "Por que eu tô aceitando?" E a última frase que eu ouvi foi: "- O que vocês sentem um pelo outro é muito além do que qualquer pessoa possa compreender. É tudo questão de tempo!" E essa voz não era minha, nem sua. Uma voz que parecia vir da multidão, mas não dava prá distinguir quem falava. E quando a ouvi eu parei, olhei para você e, como se também tivesse ouvido, sorriu para mim e voltou a me beijar. Agora com mais ímpeto, o que me deixou totalmente despida de qualquer tipo de negação.

E então eu me entreguei aos meus impulsos e senti seu membro rígido em minha coxa, o que me deixou ainda mais excitada. Segurei com firmeza e o senti quente em minha mão. Olhei fundo nos seus olhos e pude ver o quão excitado também estava. Estávamos nus, nossos corpos em contato, suas mãos passeando pela minha pele. meus mamilos encostando nos seus, e parecia tudo estar em brasa. O fogo, a chama, o calor que nos dominava fazia com que eu quisesse você dentro de mim. De todos os modos, de todas as maneiras. E você, como se ouvisse meus pensamentos, agarrou-me pela cintura e me levantou suavemente até o seu membro ereto e, meticulosamente o introduziu no meu orifício úmido e quente. Entre olhares e beijos intercalados continuamos nesse ritmo de desejos.

E só! Parou por aí...

Acordei ofegante que parecia tudo tão real. Um sonho tão real!!!!





BIA