Rodrigo me esperava no banco da praça. Um sorriso largo no rosto quando me viu; acreditou que eu não fosse encontrá-lo. Como não? Se eu estava curiosa e um tanto demais aflita para saber o que se passava com Léo. Já havia se passado algum tempo, um ano talvez. Eu estava sossegada, na minha... levando a vida conforme tem que ser. Mas agora Léo aparece novamente, não exatamente ele, mas por intermédio de um amigo seu. Não entendi por que não foi ele próprio que me telefonou, que me encontrou nesse dia e me disse todas as coisas que ouvi da boca de uma outra pessoa.
Talvez eu tenha o compreendido mais tarde, quando o vi depois de tanto tempo.
Rodrigo estava tão feliz por me ver, até parecia que era ele meu ex-namorado. Ficamos conversando alguma coisa antes, mas eu estava mesmo era querendo saber notícias de Léo. Não me aguentei: " E daí? O que tem pra me dizer de Léo?"
Seu amigo me disse que ele passou dias falando de mim, o quanto sentia minha falta, que foi precipitado quando decidiu terminar nossa relação, que eu era uma garota bonita, bacana, compreensiva, bem-humorada e muitos predicados que me deixaram (deixariam qualquer mulher) com a autoestima lá nas nuvens, e tinha vontade de voltar.
O QUE???????? VOLTAR???? COMO ASSIM????
Pois é... eu já estava aceitando o fato de não ter mais o garoto que tanto gostei do meu lado. Agora isso?!?!?! O que é que eu faço? Pedir ajuda aos universitários? Ou para as cartas? Esse era um assunto que só eu poderia resolver, ninguém mais... E minha cabecinha ficou borbulhando uma porção de coisas que eu deveria e não deveria fazer. Mas, na verdade, eu já sabia muito bem o que eu queria. Era mandá-lo a merda, mandar se foder por ter-me deixado daquela forma tão deselegante. Primeiro desaparece sem dar notícias; fico sabendo por outras pessoas que está viajando; depois a carta me chamando de amiga (amiga o caralho!); e por fim... o fim naquela despedida tão insana.
MENTIRA. Mentira. Mentira. Mil vezes MENTIRA!!!!
Eu queria era correr para os braços dele e dizer que eu também senti a sua falta, o quanto eu chorei sozinha por não tê-lo comigo, nas noites em claro que eu passei pensando nele. Era isso que iria fazer. Não exatamente assim. Mas eu queria vê-lo e tê-lo de novo.
Eu estava feliz em saber que Léo ainda sentia algo por mim. Mas queria ouvir ele dizendo isso. E ouvi...
BIA
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