Foi há 20 anos passados que Léo entrou na minha vida. De uma maneira sutil, sem muitas pretensões. Um sorriso, um cumprimento, alguma conversa e nada mais. Mal sabíamos que daquele dia prá frente tudo seria diferente. Pelo menos para mim...
A vontade de estar perto dele aumentava. E toda vez que saíamos com a galera, sempre arranjávamos um jeito de sentarmos um ao lado do outro. A sintonia era muito grande. Tínhamos assuntos interessantes, assuntos em comum, assuntos banais também. E quem não tem? Quando estávamos juntos, estampavam-se bocas alegres, olhos felizes. No princípio, a amizade. Em seguida, algo mais pleno,mais envolvente. Um ar de “será que não estou me equivocando?” “ Deixa quieto, garota! O Léo é seu amigo e ponto final.” Não!... Esse ponto não era o fim. Não podia ser...
Lembro de uma noite, quando quase todos já tinham ido pra casa, e sobramos nós dois – talvez propositalmente – no banco da praça, rindo e gargalhando de qualquer coisa. Não precisava ter um motivo aparente para estarmos sorrindo. A razão era somente estarmos próximos, sentindo o calor, a energia que transmitia nosso pensamento e a vontade de querer estar ainda mais perto. Ríamos à toa sim! Pois a felicidade estava presente; era uma atitude natural, que vinha do mais singelo sentimento. Sem o menor desejo de voltar para casa, enquanto muitos já estavam em suas camas, descansando de um dia exaustivo, eu não me sentia nada cansada e, sim repleta de energia. E essa força era um ciclo que passava de mim para ele, dele para mim, e não se esgotava. Jamais se esgotou!
Eu sei que era assim... e depois de uns dois meses, de repente nos beijamos... e rimos... e nos beijamos de novo... e não nos contínhamos de alegria. E acreditei que iria sorrir pelo resto da vida.
BIA
Uma história que poderia ser real... se já não é. O que faz de Bia e Léo serem tão próximos, mesmo quando a distância e o tempo insiste em separá-los?
segunda-feira, 21 de junho de 2010
sexta-feira, 11 de junho de 2010
O Começo... ou talvez o Fim
A minha história não começa aqui. Ela tem seu início há 20 anos atrás.
Mas eu preciso contar o que me levou a escrevê-la.
...
Recentemente, eu me vi com o celular nas mãos pensando o que eu iria dizer quando Léo atendesse a chamada. Sem pressa procurei em meus contatos, pressionei o "send" e deixei chamar... chamou a primeira, a segunda e pela quarta vez eu desliguei. Não devia estar disponível naquele instante, por isso não atendeu. " Poxa, Bia!! Que é isso? Vai lá garota, tenta de novo." Minha consciência não me permitia ficar na dúvida, e eu liguei novamente. "Ele não vai atender", foi o que pensei, ou talvez o que eu quisesse, ou o que eu temesse. Atendeu.
Eu me identifiquei e senti uma felicidade na sua voz quando descobriu que era eu do outro lado. Falei que estava perto de onde ele morava, e lembrei dele por isso. Mentira! Eu penso nele o tempo todo. Perguntei se ele estava muito ocupado, se ele não queria passar onde eu estava para podermos nos ver depois de tanto tempo. Ele me disse que estava ali pertinho também, que dali há trinta minutos ele chegava. Dúvidas... "Será que ele vem mesmo? Ou ele disse isso só prá não me decepcionar?" Fiquei ali esperando... esperando... vinte minutos que pareceram uma eternidade, quando o celular toca e vejo que é ele. Em apenas alguns poucos segundos penso numa porção de hipóteses: "Ligou pra dizer que não poderá vir, aconteceu um imprevisto e fica prá uma próxima." "Ligou pra avisar que o carro deu pau e ele tá indo prá oficina consertar." " Que no meio do caminho um cliente ligou e marcou uma reunião com urgência." 'Tudo bem, já estou acostumada com isso.' Quando atendo o telefone ele diz que está perdido, não está encontrando o endereço que eu forneci. Expliquei onde ficava o lugar e ele, novamente, me disse para esperar que agora estava quase chegando. Esperar. Foi isso que fiz durante mais de 15 anos. Esperar...
Eu espero, claro que eu espero!
Não sei se meu coração bate desesperado, ou descompassado, ou acelerado quando o vê chegando e sorrindo para mim. Tento fingir normalidade, mas aqui dentro estou que não me aguento de tanta felicidade. Um abraço apertado, não tão apertado como eu queria ter dado, mas um toque é sempre bom em qualquer momento. E ficamos conversando ali mesmo, em pé, parados, em frente aquele lugar. Rimos, relembramos algumas pessoas, algumas passagens rápidas dos tempos atrás, falamos de nós... mas o que eu, realmente queria era tê-lo abraçado mais, beijado a sua boca e dito o quanto eu o queria de novo. Mas não era o momento... infelizmente.
Apenas um beijo amigável. Foi essa a nossa despedida. Saio andando e depois do quinto passo olho para trás e ele está me observando. Volto e falo algo para ele -não lembro exatamente o que- mas o próximo beijo é mais lento e mais próximo da sua boca. Foi assim... Depois de 16 anos sem nos vermos e nos falarmos, foi assim o nosso reencontro.
Será que irei vê-lo de novo? Será que ele quer que isso aconteça? Quais são seus pensamentos? Seus sentimentos com relação a mim? Se Léo soubesse o quanto eu fiquei feliz em poder vê-lo... só me basta saber se o mesmo aconteceu com ele.
...
BIA
Mas eu preciso contar o que me levou a escrevê-la.
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Recentemente, eu me vi com o celular nas mãos pensando o que eu iria dizer quando Léo atendesse a chamada. Sem pressa procurei em meus contatos, pressionei o "send" e deixei chamar... chamou a primeira, a segunda e pela quarta vez eu desliguei. Não devia estar disponível naquele instante, por isso não atendeu. " Poxa, Bia!! Que é isso? Vai lá garota, tenta de novo." Minha consciência não me permitia ficar na dúvida, e eu liguei novamente. "Ele não vai atender", foi o que pensei, ou talvez o que eu quisesse, ou o que eu temesse. Atendeu.
Eu me identifiquei e senti uma felicidade na sua voz quando descobriu que era eu do outro lado. Falei que estava perto de onde ele morava, e lembrei dele por isso. Mentira! Eu penso nele o tempo todo. Perguntei se ele estava muito ocupado, se ele não queria passar onde eu estava para podermos nos ver depois de tanto tempo. Ele me disse que estava ali pertinho também, que dali há trinta minutos ele chegava. Dúvidas... "Será que ele vem mesmo? Ou ele disse isso só prá não me decepcionar?" Fiquei ali esperando... esperando... vinte minutos que pareceram uma eternidade, quando o celular toca e vejo que é ele. Em apenas alguns poucos segundos penso numa porção de hipóteses: "Ligou pra dizer que não poderá vir, aconteceu um imprevisto e fica prá uma próxima." "Ligou pra avisar que o carro deu pau e ele tá indo prá oficina consertar." " Que no meio do caminho um cliente ligou e marcou uma reunião com urgência." 'Tudo bem, já estou acostumada com isso.' Quando atendo o telefone ele diz que está perdido, não está encontrando o endereço que eu forneci. Expliquei onde ficava o lugar e ele, novamente, me disse para esperar que agora estava quase chegando. Esperar. Foi isso que fiz durante mais de 15 anos. Esperar...
Eu espero, claro que eu espero!
Não sei se meu coração bate desesperado, ou descompassado, ou acelerado quando o vê chegando e sorrindo para mim. Tento fingir normalidade, mas aqui dentro estou que não me aguento de tanta felicidade. Um abraço apertado, não tão apertado como eu queria ter dado, mas um toque é sempre bom em qualquer momento. E ficamos conversando ali mesmo, em pé, parados, em frente aquele lugar. Rimos, relembramos algumas pessoas, algumas passagens rápidas dos tempos atrás, falamos de nós... mas o que eu, realmente queria era tê-lo abraçado mais, beijado a sua boca e dito o quanto eu o queria de novo. Mas não era o momento... infelizmente.
Apenas um beijo amigável. Foi essa a nossa despedida. Saio andando e depois do quinto passo olho para trás e ele está me observando. Volto e falo algo para ele -não lembro exatamente o que- mas o próximo beijo é mais lento e mais próximo da sua boca. Foi assim... Depois de 16 anos sem nos vermos e nos falarmos, foi assim o nosso reencontro.
Será que irei vê-lo de novo? Será que ele quer que isso aconteça? Quais são seus pensamentos? Seus sentimentos com relação a mim? Se Léo soubesse o quanto eu fiquei feliz em poder vê-lo... só me basta saber se o mesmo aconteceu com ele.
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BIA
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