segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Auto Estima Renovada

Existem muitas maneiras de se dizer a alguém que está tudo acabado. Dessa vez, essa foi a forma que Léo encontrou de me dispensar de novo. Um nocaute que me deixou desacordada durante muito tempo! Se é assim que ele queria... percebi que estava atrapalhando suas decisões. Meu único intuito era fazê-lo feliz, e se ele o estava assim, se para ele era um alívio, um peso a menos para carregar, eu acataria sem nada argumentar.

Mas, intimamente, eu ainda o esperava telefonar dando uma satisfação sobre a sua ausência no casamento de minha irmã. Ainda esperava encontrá-lo de algum jeito... E foi o que aconteceu. Eu estava voltando do trabalho para casa,num sábado, horário de almoço, quando olho pela janela do carro e o vejo tão lindo. Instintivamente abri um largo sorriso, mas do seu lado, segurando em sua mão estava uma garota. Em milésimos de segundos meu sorriso se desvaneceu. E segui em frente. Não senti raiva dele, mas de mim. Por que eu ainda tinha esperança? Por quê? E ali, nesse momento minha vida seguiu um outro rumo.

Não aceitava mais ouvir o nome dele, o apelido, qualquer coisa que me fizesse lembrá-lo. Eu queria esquecer; eu precisava esquecer. Numa noite recebo o telefonema de uma amiga me convidando para sair. Já tudo acertado ela começa a falar que tinha encontrado Léo num barzinho um dia desses. "- Chega!!!! Não quero mais ouvir, não me interessa mais. Já era!" foi o que ela me ouviu dizer. " -Bia, ele ainda gosta de você!" ela retrucou. "- MENTIRA! Não faz isso comigo, amiga! Eu estou com alguém agora, alguém que gosta de mim, que não tem medo de ser feliz ao meu lado." E deixamos o assunto por encerrado. Ela me conhecia e sabia bem o quanto eu sofri, o quanto eu chorei, o esforço incomum que fiz para me manter firme na minha decisão.

Sim, já havia passado metade de um ano e eu conhecera uma pessoa que me ajudou nessa trajetória. Alguém que me fez lembrar por alguns instantes que eu podia ser amada. Que eu não era uma pessoa tão difícil de amar. Que eu era compreensiva, companheira, amiga, e que precisava voltar a ser feliz. Quando decidi, realmente, me entregar a esse romance fiz algo que ninguém acreditou. Nessa época eu tinha os cabelos pela cintura, todo ondulado, sem tinta (ainda). Cabelo virgem e comprido! Bonito!!! Um lindo dia de frio, com aquele sol maravilhoso, o céu azul, sem nuvem nenhuma, resolvi cortar as madeixas. Cortei, bem curtinho, curtíssimo. Todos queriam me matar. Por que???? Se agora eu estava mais viva que nunca!!!


BIA





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