Foi há 20 anos passados que Léo entrou na minha vida. De uma maneira sutil, sem muitas pretensões. Um sorriso, um cumprimento, alguma conversa e nada mais. Mal sabíamos que daquele dia prá frente tudo seria diferente. Pelo menos para mim...
A vontade de estar perto dele aumentava. E toda vez que saíamos com a galera, sempre arranjávamos um jeito de sentarmos um ao lado do outro. A sintonia era muito grande. Tínhamos assuntos interessantes, assuntos em comum, assuntos banais também. E quem não tem? Quando estávamos juntos, estampavam-se bocas alegres, olhos felizes. No princípio, a amizade. Em seguida, algo mais pleno,mais envolvente. Um ar de “será que não estou me equivocando?” “ Deixa quieto, garota! O Léo é seu amigo e ponto final.” Não!... Esse ponto não era o fim. Não podia ser...
Lembro de uma noite, quando quase todos já tinham ido pra casa, e sobramos nós dois – talvez propositalmente – no banco da praça, rindo e gargalhando de qualquer coisa. Não precisava ter um motivo aparente para estarmos sorrindo. A razão era somente estarmos próximos, sentindo o calor, a energia que transmitia nosso pensamento e a vontade de querer estar ainda mais perto. Ríamos à toa sim! Pois a felicidade estava presente; era uma atitude natural, que vinha do mais singelo sentimento. Sem o menor desejo de voltar para casa, enquanto muitos já estavam em suas camas, descansando de um dia exaustivo, eu não me sentia nada cansada e, sim repleta de energia. E essa força era um ciclo que passava de mim para ele, dele para mim, e não se esgotava. Jamais se esgotou!
Eu sei que era assim... e depois de uns dois meses, de repente nos beijamos... e rimos... e nos beijamos de novo... e não nos contínhamos de alegria. E acreditei que iria sorrir pelo resto da vida.
BIA
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